| Notas biográficas
Em seus quatro anos de existência,Versus foi uma
publicação multifacetada, que atraiu colaboradores
voluntários de todos os cantos do Brasil e da América
Latina. Em parte pelo forte carisma de Marcos Faerman, mas também
pela proposta editorial humanista
e inovadora, o jornal nucleou importante parcela do pensamento progressista
daquela época, no campo da cultura e da política.
Apenas alguns dos protagonistas destas páginas da utopia
estão reunidos nesta obra, que não se pretende única
e nem definitiva.
Abdias do Nascimento
Escritor, poeta, dramaturgo e influente líder negro brasileiro.
Foi o primeiro deputado federal a dedicar o mandato ao combate ao
racismo, além de senador da República pelo Estado
do Rio de Janeiro. Nascido em 1914, em Franca, interior de São
Paulo, foi o segundo filho de Dona Josina e de Bem-Bem, músico
e sapateiro. A consciência chegou cedo para Abdias. A primeira
lição foi quando, ainda criança, viu sua mãe
sair em defesa de um menino negro que estava sendo espancado por
uma mulher branca. Em 1944, criou o Teatro Experimental do Negro
(TEN), que realizou a Convenção Nacional do Negro,
em 1945/1946, e propôs à Assembléia Nacional
Constituinte de 1946 a inclusão de políticas públicas
para a população negra. O Congresso brasileiro, então,
aprovou a Lei Afonso Arinos. Com as perseguições desencadeadas
pelo regime militar, Abdias teve que sair do país, em 1968,
indo viver nos Estados Unidos, onde foi professor e conferencista.
Ao retornar, retomou a luta política. Em 2004, seu nome foi
indicado como candidato ao Prêmio Nobel da Paz.
Arnaldo Jabor
Como cineasta, iniciou sob a influência do cinema novo,
movimento que buscava sensibilizar o público para a realidade
política e social brasileira. Seu primeiro longa-metragem
foi o documentário Opinião pública, em 1968.
Mais tarde, consagrou-se com Toda nudez será castigada e
O casamento, adaptados de originais de Nelson Rodrigues. Também
dirigiu Tudo bem, em 1978, e Eu te amo, em 1980. Deixou o cinema
e tomou o rumo do jornalismo. Hoje é comentarista nos telejornais
da TV Globo. Dois de seus últimos livros Amor é prosa,
sexo é poesia(2004) e Pornopolítica (2006) foram best-sellers.
Augusto Boal
Escritor, ensaísta e dramaturgo nascido no Rio de
Janeiro, em 1931, contribuiu significativamente para o desenvolvimento
do teatro brasileiro. Cursou dramaturgia nos Estados Unidos. Em
sua passagem pelo Teatro de Arena de São Paulo foram encenados
os marcantes espetáculos Arena conta Zumbi e Arena conta
Tiradentes. Foi preso e exilado pela ditadura militar. Escreveu,
em parceria com Gianfrancesco Guarnieri, a peça Eles não
usam black tie, além de Murro em ponta de faca. Foi o mentor
das grandes linhas do Teatro do Oprimido, no qual incorporou técnicas
do teatro popular e de rua, abrindo novos caminhos para grupos artísticos
alternativos e militantes envolvidos em processos de transformação
social.
Caco Barcelos
Repórter na TV Globo, da qual foi correspondente na Europa,
é autor dos livros Rota 66 e Abusado. Começou sua
carreira como repórter policial na Folha da Manhã,
em Porto Alegre, nos primeiros anos da década de 70, profissão
que dividiu com a de motorista de táxi. Em São Paulo,
na redação de Versus, deixou sua marca de inventividade
em todas as reportagens que escreveu para o jornal. Hoje é
um dos mais populares e reconhecidos profissionais do jornalismo
investigativo no país.
Carlos Rangel
Iniciou sua carreira de jornalista em São Paulo, no Diário
da Noite. Trabalhou em rádio, e nos jornais O Globo, Última
Hora, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Foi diretor e correspondente da revista O Cruzeiro, em Nova Iorque.
Cobriu o suicídio coletivo dos seguidores do pastor Jim Jones,
na Guiana, a matança dos índios cinta-larga na Amazônia,
e fatos relevantes da política nacional e internacional.
Morreu em 19 de fevereiro de 2005, no Rio de Janeiro.
Diana Belessi
Uma das mais talentosas e representativas poetisas da Argentina,
na década de 70 percorreu a América Latina como andarilha
e colaborou com Versus, enviando, do exterior, suas impressões
de viagem.
Eduardo Galeano
O jornalista e escritor uruguaio nasceu em 3 de setembro de
1940, em Montevidéu. Marcos Faerman manteve com ele laços
de amizade desde que o conheceu durante uma memorável entrevista
publicada no EX, jornal alternativo editado em São Paulo,
pouco antes de Versus nascer. Galeano fazia parte da direção
de redação de Crisis, revista de política e
cultura, fundada por Federico Vogelius e editada em Buenos Aires,
na Argentina. Crisis era uma publicação irmã
de Versus, que com ela mantinha correspondência e intercâmbio.
Após o encerramento das atividades editoriais da revista,
Galeano exilou-se na Europa, e desde a Espanha enviava sua colaboração
para Versus, a Carta de Barcelona. Versus publicou em livro uma
coletânea de seus textos, Vozes e Crônicas. Influente
entre a esquerda do continente, Eduardo Galeano é autor As
veias abertas da América Latina e Memória do Fogo,
entre outros livros.
Elisabeth Marie
Jornalista, graduada em história, foi uma das editoras de
matérias internacionais em Versus. É co-autora do
livro China X Vietnã, da Coleção Luta de Classes,
editada por Versus em 1979, que reunia textos de Ernest Mandel,
Nahuel Moreno, Eugenio Greco, Fred Feldman e Ênio Bucchioni.
Vive atualmente em São Paulo, onde se dedica ao estudo e
à valorização da arte produzida por comunidades
isoladas no Brasil.
Enio Bucchioni
Atualmente é professor em São Paulo. Exilado na
Europa, militou na esquerda portuguesa. Quando retornou ao Brasil,
trabalhou em Versus, na editoria nacional. Atuou para a formação
da Convergência Socialista, da qual foi dirigente. Foi um
dos autores presentes no livro China X Vietnã, da Coleção
Luta de Classes, editado por Versus em 1979. A obra reunia ensaios
de Ernest Mandel, Nahuel Moreno, Eugenio Greco e Fred Feldman.
Gabriel Cohn
É professor titular de Ciências Políticas
da Universidade de São Paulo (USP) onde, na atualidade, é
diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Gabriel Cohn graduou-se em Ciências Sociais em 1964, e é
mestre e doutor em Sociologia pela mesma Universidade. Escreveu
Crítica e Resignação – Fundamentos da
Sociologia de Max Weber (TAQ, 1979, segunda edição
Martins Fontes, 2005), e é autor de outros livros já
publicados.
Hélio Goldsztejn
Repórter e produtor de televisão, escreveu Nicarágua
guerrilheira – Os anjos morrem na estrada (Ed. Versus, São
Paulo, 1979), um sucesso nas bancas brasileiras, e El Salvador:
Um fuzil para Ana Guadalupe, em co-autoria com Omar L. de Barros
Filho (Ed. Brasiliense, São Paulo, 1980, e Editorial Pluma,
Bogotá, 1980), livro de reportagens sobre o processo revolucionário
salvadorenho.
Hiroito Joanides
Nasceu em 1936 e morreu em 1992. Foi considerado pela imprensa
sensacionalista como o rei dos marginais de São Paulo. Na
prisão, escreveu o livro Boca do lixo, editado marginalmente.
Depois, com o autor já em liberdade, foi editado por Labortexto
Editorial, transformando-se em grande sucesso de vendas. Na obra,
Hiroito Joanides descreveu a vida do famoso quadrilátero
do pecado da capital paulista, área compreendida entre os
bairros dos Campos Elíseos e Santa Efigênia.
Jorge Pinheiro
Jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. Foi dirigente
estudantil secundarista e universitário. Integrou-se ao Movimento
Nacionalista Revolucionário (MNR), de inspiração
brizolista. Exilou-se no Chile, onde foi preso após a queda
do governo de Salvador Allende. Ligou-se às correntes trotskistas
internacionais, viveu em Portugal e, clandestinamente, no Brasil,
sob a ditadura. Foi processado pelo regime militar e, em 1979, beneficiado
pela Lei da Anistia. Exerceu o jornalismo na revista Manchete e
no jornal Folha de S. Paulo, e foi um dos editores de Versus, em
sua última etapa. Hoje é cientista da religião,
teólogo e pastor, doutor e mestre pelo Programa de Pós-graduação
da Universidade Metodista de São Paulo.
José Julian Martí
Foi o mártir da independência de Cuba, em relação
ao domínio da Espanha. Poeta, jornalista e escritor, Martí
foi incansável na divulgação das idéias
separatistas. Nasceu em uma modesta família espanhola, em
La Habana, em 28 de janeiro de 1853. Foi preso político,
condenado, indultado, confinado e exilado. Viveu também na
França, México, Estados Unidos e Guatemala. Fundou
o Partido Revolucionário Cubano. Morreu em um confronto com
tropas espanholas, em 19 de maio de 1895. Como literato, é
considerado o precursor do modernismo ibero-americano. Criou a revista
La edad de oro voltada às crianças.
Júlio Tavares
Militante político, iniciou seu trabalho como jornalista
em Versus. Foi prisioneiro político e esteve à frente
da articulação pública pela formação
do Partido dos Trabalhadores defendendo as posições
da Convergência Socialista.
Licínio de Azevedo
O jornalista gaúcho Licínio de Azevedo hoje é
renomado realizador de filmes e documentários em Moçambique.
Foi editor de polícia da Folha da Manhã, de Porto
Alegre, e combativo editor e colaborador de Versus, reportando temas
da América Latina e África.
Lívio Xavier
Crítico e tradutor, nasceu no Ceará. Foi amigo
de Mário Pedrosa, com quem trocava correspondências,
e escreveu o documento Esboço de uma análise da situação
econômica e social do Brasil. Os dois nasceram no mesmo dia
e ano: 25 de abril de 1900. Lívio Xavier desafiou a corrente
política predominante na esquerda comunista brasileira, na
época obediente aos interesses estratégicos de Stálin,
e aderiu ao trotsquismo entre 1927 e 1935. Foi advogado e jornalista.
Escreveu Nosso patrimônio cultural e Tempestade sobre a Ásia.
Luiz Egypto
Jornalista e professor, atualmente é editor-chefe do
site Observatório da Imprensa, em que trabalha com Alberto
Dines. Nascido em Juiz de Fora, iniciou sua carreira profissional
em São Paulo, como tantos outros escritores e jornalistas
mineiros de sua geração. Na capital paulista foi editor
e repórter de Versus, entre 1976 e 1979. Por seu protagonismo
na redação, tornou-se um dos principais colaboradores
do jornal. Desde 1979, é professor de jornalismo na PUC de
São Paulo.
Luiz Rosemberg Filho
Cineasta, videomaker, crítico de cinema e artista plástico,
em Versus manteve Circo Cinematográfico, polêmica e
iconoclasta coluna sobre filmes, cultura e sua relação
com o poder. Na atualidade, assina a coluna semanal Cinema de Invenção,
no site
e produz documentários em vídeo. Dirigiu, entre
outros, os filmes Crônica de um industrial, Assuntina das
Amérikas, e O Santo e a vedete. Foi roteirista de Adyos,
General e Viva a morte.
Marcos Faerman
Fundador e principal editor de Versus, o inesquecível
Marcos Faerman foi um dos mais destacados repórteres da imprensa
brasileira contemporânea. Foi editor de Zero Hora e repórter
especial do Jornal da Tarde, onde trabalhou a partir de 1969. Algumas
de suas reportagens principais estão reunidas nas antologias
Com as mãos sujas de sangue (Ed. Global, São Paulo,
1979) e Violência e repressão (com Fernando Portela
e Percival de Souza, Ed. Símbolo, São Paulo, 1978).
Foi ardente defensor da corrente conhecida como new journalism,
que incorpora ferramentas literárias na redação
da reportagem factual. Com seu talento e criatividade, impulsionou
a imprensa alternativa no país durante a ditadura militar.
Nasceu em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, em 1944, e morreu em
São Paulo, em 12 de fevereiro de 1999, onde também
exerceu a profissão de professor de jornalismo.
Maria da Paz Rodrigues
Ativa repórter e colaboradora de Versus, atuou na África,
na cobertura das crises revolucionárias em conseqüência
do fim do colonialismo português no continente. Também
contribuiu para a afirmação do jornal no Brasil e
na Europa. Foi co-autora, com Licínio de Azevedo, do livro
de reportagens Diário da libertação –
A Guiné-Bissau da Nova África, prefaciado pelo sociólogo
Florestan Fernandes, e editado por Versus na Coleção
Testemunhos, em 1977.
Mário Augusto Jacobskind
Jornalista, foi um dos mais presentes colaboradores de Versus
e muito contribuiu para a presença do jornal no Rio de Janeiro.
É autor do livro Parla – as entrevistas que ainda não
foram feitas (Brooklin Publicações, Rio de Janeiro,
2002).
Mário Pedrosa
Nasceu em Timbaúba, Pernambuco, em 25 de abril de 1901
e morreu em 11 de novembro de 1981. Militante político e
brilhante crítico de arte, foi quem iniciou a crítica
de arte moderna brasileira e da Oposição de Esquerda
Internacional no Brasil, em oposição ao stalinismo.
Trabalhou no Correio da Manhã (1945-1951) e depois do Jornal
do Brasil (1957). Foi expulso do Partido Comunista Brasileiro (PCB),
em 1929, por sua ligação com o movimento trotskista.
Em 21 de janeiro de 1931, ao lado dos amigos Lívio Xavier,
Aristides Lobo e Benjamin Péret, fundará a Liga Comunista
(Oposição de Esquerda). Em 1981 participou da fundação
do Partido dos Trabalhadores. Destacou-se como diretor do Museu
de Arte Moderna de São Paulo. Exilado no Chile, fundou, em
Santiago do Chile, o Museu da Solidariedade, um dos mais importantes
do país. Foi um incentivador de Versus, jornal que apoiou,
inclusive, na arrecadação de fundos. Suas reflexões
sobre arte e estética o transformaram em um dos grandes pensadores
brasileiros.
Nélida Piñon
Uma das escritoras basilares da literatura brasileira na atualidade,
Nélida Piñon nasceu no Rio de Janeiro, de uma família
originária da região espanhola da Galícia.
Foi a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras,
justamente no centenário da instituição. Seu
trabalho é reconhecido no Brasil e no exterior, onde recebeu
as láureas mais significativas. Foi ganhadora do Prêmio
Príncipe de Astúrias das Letras, de 2005, por sua
provocadora obra narrativa, artisticamente alicerçada na
realidade e na memória, segundo o júri, concorrendo
com mais de 31 candidaturas, de 16 países diferentes. Escreveu,
entre outras obras, os romances Guia-mapa de Gabriel Arcanjo; Madeira
feita cruz; Fundador; A casa da paixão; Tebas do meu coração;
A força do destino; A república dos sonhos; e A doce
canção de Caetana.
Neusa Maria Pereira
A jornalista Neusa Maria Pereira fez parte do núcleo
central da editoria Afro-Latino-América, que sacudiu a redação
e os leitores a partir da edição 12 de Versus, reabrindo
um espaço alternativo para a imprensa negra independente
no Brasil. Neusa Maria Pereira estreou em Versus 11, nas páginas
centrais, quando redigiu um contundente manifesto em defesa da dignidade
das mulheres negras em uma sociedade racista. O grupo Afro-Latino-América
acabou por ocupar um largo espaço político e cultural
no país, estando na origem das articulações
do Movimento Negro Unificado. As principais lideranças do
núcleo foram Hamilton Bernardes Cardoso, Wanderlei José
Maria, os irmãos Prudente, José Adão de Oliveira,
Maria Dulce Pinheiro, Jamu Minka, e outros tantos, todos por inspiração
inicial e iniciativa do poeta Oswaldo Camargo.
Omar L. de Barros Filho
Conhecido como Matico, Omar L. de Barros Filho foi repórter
e editor de Versus e, na atualidade, é diretor de redação
do site www.viapolítica.com.br e diretor da Laser Press Comunicação,
em Porto Alegre. Escreveu El Salvador: Um fuzil para Ana Guadalupe,
em co-autoria com Hélio Goldsztejn (Ed. Brasiliense, São
Paulo, 1980, e Editorial Pluma, Bogotá, 1980), livro de reportagens
sobre o processo revolucionário salvadorenho, e Bolívia:
Vocação e Destino, No cinema, dirigiu Adyos, General,
média metragem, e o curta Viva a morte, ambos a partir de
roteiros escritos em parceria com Luiz Rosemberg Filho. É
tradutor e membro de Tlaxcala, a rede internacional de tradutores
para a diversidade lingüística.
Paulo Barros
Jornalista em Porto Alegre, Florianópolis, Londrina,
Maceió e Cuiabá, Paulo Barros, o Maneco, foi editor-assistente
de Versus, quando ainda era estudante. Sua morte prematura, aos
42 anos, em agosto de 1998, durante um mergulho em uma caverna calcária
submersa na Amazônia, enlutou o jornalismo e a classe política
do Mato Grosso, onde atuava como editor de A Gazeta.
Paulo Ramos
Jornalista, escritor e pesquisador de história brasileira,
Paulo Ramos nasceu em Lages, na região serrana de Santa Catarina,
onde também exerce a profissão de fazendeiro. Começou
sua carreira de jornalista na Última Hora, do Rio de Janeiro.
Trabalhou na Folha de S. Paulo e revista Manchete. Foi importante
colaborador da redação de Versus. Escreve e edita
livros, entre eles Viagens de um repórter – um barriga-verde
na terra azul; Meio ambiente: sua história; e Saga dos guarani:
guerreiros, gaúchos e gaudérios.
Plínio Marcos
Plínio Marcos de Barros foi um dramaturgo brasileiro
que imprimiu profundamente a marca pessoal em sua obra. Olhou para
a marginalidade habitante das grandes cidades e os cinturões
de miséria criados a partir do êxodo rural. Nasceu
em Santos, em 29 de setembro de 1935. Autor de inúmeras peças
de teatro, foi perseguido pela censura. Navalha na carne é
sua obra mais conhecida, assim como Dois perdidos numa noite suja.
Escreveu também Barrela, Os fantoches, e Jornada de um imbecil.
Foi ator, diretor e jornalista, mas começou sua vida profissional
como palhaço de circo. Colaborou com Versus, Pasquim e Opinião.
Morreu em São Paulo, aos 64 anos.
Renan Oliveira
Jornalista, Renan Antunes de Oliveira iniciou sua carreira profissional
na redação do Diário de Notícias, em
Porto Alegre. Trabalhou também na RBS, Veja e Isto É.
Foi correspondente de O Estado de S. Paulo nos Estados Unidos. Também
reportou no Iraque, China e México. No Brasil, recebeu o
Prêmio Esso, edição de 2004, com a reportagem
A tragédia de Felipe Klein, publicada em Já, um jornal
de bairros da capital gaúcha.
Rodolfo Walsh
Nascido na Argentina, foi um dos expoentes da reportagem na
América Latina. Publicou sua obra-prima, Operación
Masacre, em 1957. Também escrevia novelas policiais. Sua
importante produção literária e jornalística
incluiu, entre outras obras, Diez cuentos policiales (1953); Variaciones
em rojo (1957); Quién mato a Rosendo (1969); El caso Satanovsky
(1973). Perseguido pela ditadura militar argentina, acabou assassinado.
Tomás Eloy Martínez
Nascido em Tucumán, Argentina, Tomás Eloy Martínez
é jornalista, romancista e ensaísta. Também
já escreveu roteiros para filmes. É autor de La novela
de Perón, Santa Evita, El vuelo de la reina (prêmio
Alfaguara 2002), e Ficciones verdaderas. É um intelectual
argentino de grande destaque em seu país e no exterior.
Toninho Mendes
Foi o primeiro editor de arte de Versus. Credita-se a ele, merecidamente,
parte do sucesso editorial do jornal, por sua contribuição
ao design gráfico inovador que se renovava a dacada edição.
Criou, em 1985, a Circo editorial, que editou as revistas Chiclete
com Banana de Angeli; Circo com a participação de
Laerte, Luiz Gê, Paulo Caruso; Geraldão de Glauco;
e Piratas de Tietê, de Laerte. A Circo tornou-se um marco
no mercado editorial por suas altas tiragens destinadas às
bancas, além da qualidade de seus produtos e a enorme influência
sobre o público jovem dos anos 1980 e 1990. É também
poeta e escritor tem publicado o livros: A confissão para
o Tietê e a série Piadas para sempre com o pseudônimo
de Visconde da Casa Verde na coleção LPM pocket. Trabalha
ainda hoje como diretor de arte de revistas e livros, e continua
a editar humor e histórias em quadrinhos em parceria com
a Devir Livraria, em São Paulo.
Vitor Vieira
Jornalista, nasceu em Bagé, no Rio Grande do Sul. Pertenceu
ao núcleo fundador de Versus em São Paulo. Trabalhou
em Zero Hora, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Veja. Em
seu currículo apresenta importantes coberturas internacionais,
como a Revolução dos Cravos, em Portugal, o Festival
de Cannes, a crise do apartheid na África do Sul, a Copa
do Mundo de 1974 etc. Também cobriu o julgamento dos generais
na Argentina. Foi editor de Singular e Plural juntamente com Marcos
Faerman. Com Ana Luísa C. Vianna, editou os Cadernos Trabalhistas,
de sustentação do pensamento político de esquerda
que se alinhava com a ação de Leonel Brizola, após
o retorno do exílio. É editor do site
desde 2004.
Wagner Carelli
Repórter e editor de livros e revistas, Wagner Carelli
chefiou as redações de República e Bravo!.
Para Versus, ainda muito jovem, escreveu reportagens sobre o golpe
militar de 1973 no Chile, sobre o teatro de rua no Peru e a Espanha
franquista, destacando-se na defesa da democracia e dos direitos
humanos no continente. Os editores de Versus apostavam que Wagner
Carelli estaria entre os melhores textos jornalísticos do
país, fato que o tempo veio a confirmar. |